Eu gosto de histórias juvenis. Gosto de obras que tratam de nossas inseguranças, nossas decisões apressadas, nossas escolhas pelos motivos errados, nossas paixões absurdas, enfim, tudo aquilo que fazemos questão de enterrar à medida em que crescemos.
Koko Be Good é um livro em quadrinhos de temática juvenil. É bem ilustrado pra caramba, tem ritmo e eu curti. Claro que o encontro entre os opostos Jon (certinho e cheio de boas intenções) e Koko (uma louquinha sem objetivos na vida) parece manjado, mas o que se segue é mais um encontro com a realidade do que um conto de fadas.
É claro que o livro se limita a um público muito específico, mas se você curte o gênero, vale ler com cuidado.
Bem leve e gostoso.
domingo, 30 de outubro de 2011
Koko Be Good (Jen Wang)
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Meninada, o que a gente vai fazer hoje? (Carlos Alberto Cândido)
Eu sei, um livro que fala sobre o Clic só interessaria a quem tem filhos no Clic, certo? Bem, mais ou menos. Eu acho que "Meninada, o que a gente vai fazer hoje?" é um livro importante para qualquer um que tenha filhos, pense em ter filhos ou se interesse sobre educação infantil.
Claro que eu sou suspeito para falar já que minha Sophia terá passado, em dezembro, 5 dos seus 6 anos de vida no Clic. Mas é realmente uma leitura leve sobre um projeto impressionante.
E para quem é pai, do Clic ou não, uma experiência também emocionante, já que fala dos limites, desejos e vivências das crianças e quanta diferença podemos fazer nas vidas delas.
Claro que eu sou suspeito para falar já que minha Sophia terá passado, em dezembro, 5 dos seus 6 anos de vida no Clic. Mas é realmente uma leitura leve sobre um projeto impressionante.
E para quem é pai, do Clic ou não, uma experiência também emocionante, já que fala dos limites, desejos e vivências das crianças e quanta diferença podemos fazer nas vidas delas.
Enquanto Agonizo (William Faulkner)
William Faulkner escreve a história em torno da morte de uma mulher do interior dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, fala de muito mais.
Cada pequeno drama, cada traço pessoal, cada sonho, cada dúvida das pessoas envolvidas (ou que simplesmente cruzam o caminho) na caravana que vai enterrar Addie Bundren estão expostos de forma poética, dura e simples.
A obra ousa em sua narrativa como só os cuidadosos podem ousar, sem a estupidez do risco desnecessário e com a certeza de estar cruzando algumas linhas bem escolhidas.
Um belo livro que só me faz ter mais certeza de que é preciso dizer sempre "William Faulkner é um fodão".
Cada pequeno drama, cada traço pessoal, cada sonho, cada dúvida das pessoas envolvidas (ou que simplesmente cruzam o caminho) na caravana que vai enterrar Addie Bundren estão expostos de forma poética, dura e simples.
A obra ousa em sua narrativa como só os cuidadosos podem ousar, sem a estupidez do risco desnecessário e com a certeza de estar cruzando algumas linhas bem escolhidas.
Um belo livro que só me faz ter mais certeza de que é preciso dizer sempre "William Faulkner é um fodão".
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Monstros Invisíveis (Chuck Palahniuk)
O livro de Chuck Palahniuk é um tiro de fuzil calibre 30 no seu queixo (leia para entender).
O livro de Chuck Palahniuk é um spray de cabelo pegando fogo e explodindo na sua cara (leia para entender).
O livro de Chuck Palahniuk é uma mistura de sexo, de aparências, de segredos bem ou mal escondidos e de mais sexo.
Quando eu comecei a ler Monstros Invisíveis não sabia que o autor era o mesmo de Clube da Luta. Na verdade eu não li Clube da Luta, mas assisti o filme e imagino que a obra literária seja ainda mais perturbadora.
Monstros Invisíveis pode até virar filme, mas talvez seja muito maluco e porrada-na-cara pra isso.
Não é definitivamente um livro clássico ou gostosinho, é uma obra que incomoda, exagerada, absurda, torta e feita de personagens tão esquisitos como todos nós somos bem no íntimo.
Um puta livro. Gostei muito.
O livro de Chuck Palahniuk é um spray de cabelo pegando fogo e explodindo na sua cara (leia para entender).
O livro de Chuck Palahniuk é uma mistura de sexo, de aparências, de segredos bem ou mal escondidos e de mais sexo.
Quando eu comecei a ler Monstros Invisíveis não sabia que o autor era o mesmo de Clube da Luta. Na verdade eu não li Clube da Luta, mas assisti o filme e imagino que a obra literária seja ainda mais perturbadora.
Monstros Invisíveis pode até virar filme, mas talvez seja muito maluco e porrada-na-cara pra isso.
Não é definitivamente um livro clássico ou gostosinho, é uma obra que incomoda, exagerada, absurda, torta e feita de personagens tão esquisitos como todos nós somos bem no íntimo.
Um puta livro. Gostei muito.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O Estranho Mundo de Tim Burton (Paul A. Woods)
O Estranho Mundo de Tim Burton é uma armadilha para os fãs do diretor. Você compra esperando uma biografia, uma visão profunda sobre o cara e encontra um amontoado de críticas e matérias sobre seus filmes.
Mas o pior fica para o final, quando o tradutor Cassius Medauar se imbui da tarefa de falar sobre os filmes que não constavam do texto original apenas para que o livro não seja lançado já defasado.
Os dois únicos motivos para se ler O Estranho Mundo de Tim Burton são: 1) ser apaixonado daqueles que guarda fio de cabelo e cueca usado do diretor ou 2) ser um completo ignorante sobre a obra do moço e querer ler alguma coisinha superficial em vez de assistir os filmes.
Frustrante, no mínimo.
Mas o pior fica para o final, quando o tradutor Cassius Medauar se imbui da tarefa de falar sobre os filmes que não constavam do texto original apenas para que o livro não seja lançado já defasado.
Os dois únicos motivos para se ler O Estranho Mundo de Tim Burton são: 1) ser apaixonado daqueles que guarda fio de cabelo e cueca usado do diretor ou 2) ser um completo ignorante sobre a obra do moço e querer ler alguma coisinha superficial em vez de assistir os filmes.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Burr (Gore Vidal)
Nazca não estava no roteiro original da minha viagem pela América do Sul (Bolívia, Chile e Peru) em 1997. Não que eu não tivesse interesse pela cidade, mas é que ela ficava simplesmente muito fora de mão.
Meio que por acaso meu trajeto foi mudando e acabei chegando a Nazca. O plano era chegar, sobrevoar as linhas e ir embora no mesmo dia, sem sequer dormir.
Por causa dos ventos tive que ficar e, mesmo ficando muito puto na hora, foi uma das melhores coisas que me aconteceram.
As linhas são fantásticas, comi em um lugar muito legal, tomei decisões importantes para a minha vida na época e, em um bar, conheci três peruanos sendo que um deles, Fernando Zambrano, me presenteou com uma edição do livro Burr, de Gore Vidal, com a promessa de que me ajudaria a entender "porque os Estados Unidos são assim".
Essa historinha toda foi só pra contar que Burr foi o livro que mais demorei a ler. Ganhei o livro há praticamente 15 anos e tentei começá-lo três vezes, mas só concluí a leitura hoje de manhã.
É um livro difícil de engrenar como foi para mim "O Amor nos Tempos do Cólera", de García Márquez, e ainda com o agravante de estar escrito em espanhol. Apesar disso tudo, o livro ganha força depois da página 200 (são 482) e aí fica difícil parar de ler.
A novela histórica que conta a construção da nação estadunidense do ponto-de-vista de seu terceiro vice-presidente Aaron Burr. Bem, na verdade o ponto-de-vista é do biógrafo de Burr, Charles Schuyler, um dos poucos personagens de ficção da obra.
De qualquer forma, é impossível não se afeiçoar a Burr e história pessoal do homem acaba ficando acima do conteúdo histórico. Um livro que cresce à medida em que se lê e que eu deveria ter lido antes.
Meio que por acaso meu trajeto foi mudando e acabei chegando a Nazca. O plano era chegar, sobrevoar as linhas e ir embora no mesmo dia, sem sequer dormir.
Por causa dos ventos tive que ficar e, mesmo ficando muito puto na hora, foi uma das melhores coisas que me aconteceram.
As linhas são fantásticas, comi em um lugar muito legal, tomei decisões importantes para a minha vida na época e, em um bar, conheci três peruanos sendo que um deles, Fernando Zambrano, me presenteou com uma edição do livro Burr, de Gore Vidal, com a promessa de que me ajudaria a entender "porque os Estados Unidos são assim".
Essa historinha toda foi só pra contar que Burr foi o livro que mais demorei a ler. Ganhei o livro há praticamente 15 anos e tentei começá-lo três vezes, mas só concluí a leitura hoje de manhã.
É um livro difícil de engrenar como foi para mim "O Amor nos Tempos do Cólera", de García Márquez, e ainda com o agravante de estar escrito em espanhol. Apesar disso tudo, o livro ganha força depois da página 200 (são 482) e aí fica difícil parar de ler.
A novela histórica que conta a construção da nação estadunidense do ponto-de-vista de seu terceiro vice-presidente Aaron Burr. Bem, na verdade o ponto-de-vista é do biógrafo de Burr, Charles Schuyler, um dos poucos personagens de ficção da obra.
De qualquer forma, é impossível não se afeiçoar a Burr e história pessoal do homem acaba ficando acima do conteúdo histórico. Um livro que cresce à medida em que se lê e que eu deveria ter lido antes.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A Família Ouro-Pretana (Vários Autores)
Duas cidades marcam as minhas primeiras lembranças: Ipatinga e Ouro Preto (na minha história, Belo Horizonte só foi virar personagem muito depois).
Em Ipatinga eu nasci e cresci, mas com Ouro Preto a coisa também tem história.Passei muitas férias e feriados naquele frio, meu primeiro aniversário foi lá e a até mesmo o romance do meu pai e da minha mãe começou ali.
Sobre Ipatinga eu escrevi alguns textos no meu blog Pastelzinho e no meu livro Incultos, mas sobre Ouro Preto essa foi uma oportunidade de ouro para contar algo.
Oportunidade de ouro porque minha visão da cidade passa pela família, mais especificamente por minha bisavó Maria Neves, e esse é um livro sobre a família ouro-pretana.
Bom, saindo da minha pessoa e voltando ao livro, essa é uma coletânea que fala diretamente ao coração de quem tem a história ligada a Ouro Preto. Os textos variam do relato histórico simples a narrativas emocionantes, sempre com estilos muito diferentes.
Como quase toda coletânea, é impossível gostar de tudo, mas é fácil encontrar textos bacanas até para quem não é ligado ao lugar.
Se eu não fosse um dos autores e o livro não fosse comemorativo e estivesse nas bancas eu recomendaria, mas como a obra não será vendida, faço melhor: o primeiro que comentar aqui ganha um exemplar, pode ser?
Então tá combinado. 1, 2, 3 e... valendo!
Em Ipatinga eu nasci e cresci, mas com Ouro Preto a coisa também tem história.Passei muitas férias e feriados naquele frio, meu primeiro aniversário foi lá e a até mesmo o romance do meu pai e da minha mãe começou ali.
Sobre Ipatinga eu escrevi alguns textos no meu blog Pastelzinho e no meu livro Incultos, mas sobre Ouro Preto essa foi uma oportunidade de ouro para contar algo.
Oportunidade de ouro porque minha visão da cidade passa pela família, mais especificamente por minha bisavó Maria Neves, e esse é um livro sobre a família ouro-pretana.
Bom, saindo da minha pessoa e voltando ao livro, essa é uma coletânea que fala diretamente ao coração de quem tem a história ligada a Ouro Preto. Os textos variam do relato histórico simples a narrativas emocionantes, sempre com estilos muito diferentes.
Como quase toda coletânea, é impossível gostar de tudo, mas é fácil encontrar textos bacanas até para quem não é ligado ao lugar.
Se eu não fosse um dos autores e o livro não fosse comemorativo e estivesse nas bancas eu recomendaria, mas como a obra não será vendida, faço melhor: o primeiro que comentar aqui ganha um exemplar, pode ser?
Então tá combinado. 1, 2, 3 e... valendo!
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