A Ilha do Dia anterior seria um belo livro de 160 páginas. Infelizmente, tem 430.
A ideia é boa, os personbagens são bacanas, mas quando você acha que a história vai engrenar, Umberto Eco se envolve em um torvelinho de descrições e detalhamentos sem limite e sem propósito.
Assim, a parte boa do livro fica escondida no meio de tanta coisinha. É como uma moldura tão extravagante, mas tão extravagante que não deixa as pessoas prestarem atenção na beleza do quadro.
Para mim, uma leitura custosa, difícil, chata com pinceladas de um belo texto e de uma história interessante.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
O Senhor das Moscas (William Golding)
Enquanto me arrasto por A Ilha do Dia Anterior, de Umberto Eco (mais por culpa minha do que do livro), resolvi não deixar isso aqui completamente às moscas e falar sobre algo que li já faz algum tempo: O Senhor das Moscas, de William Golding.
Poucas obras deixam tão claro o risco de acreditarmos no bom senso e na bondade intrínsecas ao ser humano, até porque em algumas pessoas ela simplesmente não existe.
A história do grupo de crianças que naufraga e se vê na improvável condição de criar suas regras e limites sem a presença de um adulto é aterrorizante na medida em que trata do ser humano como um animal domesticado que ainda tem dentro de si o irracional e o imperdoável.
Uma obra fácil de ler que constrói personagens de forma precisa e que nos presenteia com uma tensão que praticamente se pode tocar. Imperdível.
Poucas obras deixam tão claro o risco de acreditarmos no bom senso e na bondade intrínsecas ao ser humano, até porque em algumas pessoas ela simplesmente não existe.
A história do grupo de crianças que naufraga e se vê na improvável condição de criar suas regras e limites sem a presença de um adulto é aterrorizante na medida em que trata do ser humano como um animal domesticado que ainda tem dentro de si o irracional e o imperdoável.
Uma obra fácil de ler que constrói personagens de forma precisa e que nos presenteia com uma tensão que praticamente se pode tocar. Imperdível.
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