Mostrando postagens com marcador A Queda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Queda. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
A Queda (Diogo Mainardi)
Eu acho Diogo Mainardi um péssimo articulista. É um cara maniqueísta e incapaz de aceitar qualquer visão ou opinião que não seja a sua. Ainda assim, despi-me de todo o preconceito para ler A Queda, já que o livro fala sobre Tito, o filho mais velho de Diogo que tem paralisia cerebral.
Gostando ou não de Mainardi, o cara é inteligente e sabe escrever. Por isso, o livro flui muito bem e a forma encontrada para contar a história é bem bacana.
Só senti falta de uma coisa: emoção. Sei que alguns acham uma sacanagem comparar obras, mas perto de "O Filho Eterno", por exemplo, o livro de Mainardi vira uma coluna de Veja. Precisando escolher (o que você não precisa), fique com o Cristóvão Tezza.
Entendam, considero o livro uma boa leitura, mas achei que a fresta sobre as emoções humanas do autor poderia estar mais aberta. "A Queda", de qualquer forma, está longe de ser uma perda de tempo.
Postado por
redatozim
às
14:24
2
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
A Queda,
Diogo Mainardi
quinta-feira, 28 de abril de 2011
A Peste (Albert Camus)
O Estrangeiro costuma ser o livro-referência quando se pensa em Camus e é, realmente, uma bela obra. Só que por alguma questão que não sei explicar, dos três livros que li do autor, A Peste foi o que mais mexeu comigo (A Queda é apenas razoável).
A Peste conta uma história de resistência diante do inevitável, mas não uma história sobre o triunfo da vontade ou do heroísmo que vence as adversidades. Para mim, é o retrato da nossa luta cega contra o inevitável e de como a sorte abençoa alguns e ignora outros.
O livro fala da união de pessoas comuns contra o horror, da coisas que simplesmente acontecem e mudam nossos planos, das decisões que tomamos e como elas podem não afetar o grande esquema das coisas, mas alteram os pequenos rumos, as trajetórias individuais.
É um contraponto entre as grandes catástrofes e os pequenos dramas, humano até doer e doído até não poder mais. Tudo isso coroado por um final dos mais bacanas.
A Peste é daqueles livros que não se contenta em ser apenas mais uma leitura.
A Peste conta uma história de resistência diante do inevitável, mas não uma história sobre o triunfo da vontade ou do heroísmo que vence as adversidades. Para mim, é o retrato da nossa luta cega contra o inevitável e de como a sorte abençoa alguns e ignora outros.
O livro fala da união de pessoas comuns contra o horror, da coisas que simplesmente acontecem e mudam nossos planos, das decisões que tomamos e como elas podem não afetar o grande esquema das coisas, mas alteram os pequenos rumos, as trajetórias individuais.
É um contraponto entre as grandes catástrofes e os pequenos dramas, humano até doer e doído até não poder mais. Tudo isso coroado por um final dos mais bacanas.
A Peste é daqueles livros que não se contenta em ser apenas mais uma leitura.
Postado por
redatozim
às
17:37
0
comentários
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores:
A Peste,
A Queda,
Albert Camus,
O Estrangeiro
Assinar:
Postagens (Atom)