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segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Fortunately, the milk (Neil Gaiman)
Eu sempre sou suspeito pra falar de Neil Gaiman, principalmente quando ele escreve com foco maior nas crianças. Ainda assim, vai aí o meu pitaco e que você descarte o que achar por bem descartar.
O fato é que achei "Fortunately, the milk" simplesmente delicioso. O pai distraído que sai pra comprar leite e volta com as histórias mais loucas para justificar o atraso é muito bacana e ainda tem o filho incrédulo e a filha sonhadora pra completar o cenário.
De qualquer forma, um texto que mistura alienígenas, um deus antigo, piratas e dinossauros, tudo com a mão certa do Gaiman, não poderia mesmo decepcionar um crianção como eu.
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redatozim
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
The Ocean At The End Of The Lane (Neil Gaiman)
Certos escritores escrevem do jeito que a gente gosta de ler. Embora eu não tenha necessariamente vontade de escrever como Neil Gaiman, eu gosto praticamente de tudo o que ele escreve e, assim que começo a ler, é impossível parar.
Isso acaba de acontecer novamente, dessa vez com o The Ocean At The End Of The Lane, livro mais recente do autor que ainda não tem tradução em português. Da primeira à última linha eu fiquei preso pela obra, curtindo os personagens sempre bem construídos, a narrativa detalhada e gostosa, a história inusitada que nos faz pensar "como esse cara pensou nisso"?
Sou fã de Gaiman e talvez isso já me predisponha a gostar do que ele escreve, mas achei "The Ocean..." muitíssimo bom. A história de uma criança de 7 anos que se envolve com um mundo tão maior que ela, cheio de monstros e poderes estranhos, mas que ainda teme acima de tudo os adultos é cheia de significado para quem educa um filho.
Um livro que se lê de uma sentada e que não se esquece por um bom tempo.
PS - Sophia mandou avisar que acabou de ler esse livrinho do Garfield e achou muito legal.
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redatozim
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch (Neil Gaiman)
Talvez seja injusto comparar um livro com outro, mas foi justamente o que aconteceu com "Mr Punch".
Talvez por vindo na sequência de 4 leituras maravilhosas, talvez por ser bem mais fraco do que Sinal e Ruído (também do Neil Gaiman), o livro acabou sendo uma decepção pra mim.
Adorei o clima soturno, mas achei a história fraca, meio sem fio, sem (desculpem o trocadilho) punch.
Um livro apenas regular entre tantos outros tão bons de Neil Gaiman em que se salvam mesmo as ilustrações sempre ousadas de Dave McKean.
Talvez por vindo na sequência de 4 leituras maravilhosas, talvez por ser bem mais fraco do que Sinal e Ruído (também do Neil Gaiman), o livro acabou sendo uma decepção pra mim.
Adorei o clima soturno, mas achei a história fraca, meio sem fio, sem (desculpem o trocadilho) punch.
Um livro apenas regular entre tantos outros tão bons de Neil Gaiman em que se salvam mesmo as ilustrações sempre ousadas de Dave McKean.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Sinal e Ruído (Neil Gaiman e Dave McKean)
A estrutura de Sinal e Ruído é caótica. As ilustrações são caóticas. A obra é muito duca.
Não sei se é porque eu às vezes também construo histórias na minha cabeça e me falta urgência para transformá-las em realidade. A verdade é que o personagem do livro é um roteirista que descobre que vai morrer e então passa a viver para transformar em real a história que tem na cabeça.
O fim do mundo. "O mundo está sempre acabando par alguém". E depois continua, menos para quem ele acabou. O fim do mundo é a morte, não do mundo, mas de cada um. São "pequenos apocalipses".
Muito bom. Fiquei feliz de ter lido em uma manhã de domingo. Urgência e calma são as palavras.
Não sei se é porque eu às vezes também construo histórias na minha cabeça e me falta urgência para transformá-las em realidade. A verdade é que o personagem do livro é um roteirista que descobre que vai morrer e então passa a viver para transformar em real a história que tem na cabeça.
O fim do mundo. "O mundo está sempre acabando par alguém". E depois continua, menos para quem ele acabou. O fim do mundo é a morte, não do mundo, mas de cada um. São "pequenos apocalipses".
Muito bom. Fiquei feliz de ter lido em uma manhã de domingo. Urgência e calma são as palavras.
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redatozim
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Coisas Frágeis 1 e 2 (Neil Gaiman)
Antes de começar, eu gostaria de dizer que não consigo imaginar um único motivo para a Conrad ter lançado Coisas Frágeis em dois volumes que não seja ganhar mais dinheiro. Péssima ideia.
Bom, mas agora sobre o livro em si. Sou fanático por Neil Gaiman e considero The Graveyard Book, Deuses Americanos, Stardust e Neverwhere, obras simplesmente fantásticas.
No caso de Coisas Frágeis, o resultado é irregular. Temos material excelente, surpreendente e único, como costuma ser o que Gaiman escreve, dividindo espaço com textos não tão inspirados assim. E não adianta achar que o volume 1 é que é o ótimo ou que bão mesmo é o 2. Está tudo misturado.
Sendo assim, vale a leitura. Bastante, aliás. Mas se você ainda não conhece Neil Gaiman, comece por outra obra. Vai fazer muita diferença.
Bom, mas agora sobre o livro em si. Sou fanático por Neil Gaiman e considero The Graveyard Book, Deuses Americanos, Stardust e Neverwhere, obras simplesmente fantásticas.
No caso de Coisas Frágeis, o resultado é irregular. Temos material excelente, surpreendente e único, como costuma ser o que Gaiman escreve, dividindo espaço com textos não tão inspirados assim. E não adianta achar que o volume 1 é que é o ótimo ou que bão mesmo é o 2. Está tudo misturado.
Sendo assim, vale a leitura. Bastante, aliás. Mas se você ainda não conhece Neil Gaiman, comece por outra obra. Vai fazer muita diferença.
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redatozim
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